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Concreto e asfalto: conheça vantagens e desvantagens de cada um

Resistência, custo e conforto ao dirigir são algumas variáveis dos diferentes tipos de pavimentação. Os revestimentos são divididos, classicamente, em duas categorias: rígidos e flexíveis. Doutor em transportes e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, João Fortini Albano explica que a escolha pela aplicação varia de acordo com a proximidade dos fornecedores de cada material, pois influencia no custo, e a importância da via, em relação à quantidade de veículos que nela trafegam.

Pavimentos rígidos são feitos com placas de concreto colocadas sobre uma mistura de britas e cimento. Conforme o volume do tráfego, a espessura das placas varia. Tal calçamento resiste, em média, de 25 a 30 anos, em boas condições, se receber os cuidados necessários. Em contrapartida, o custo chega a ser 30% mais caro se comparado ao pavimento flexível, oscilando de região para região, de acordo com a distância das fábricas de cimento, segundo Albano. "É uma questão dos gestores decidirem a estratégia de investimento. Gasta mais no início, mas dura mais e com menos interrupções no tráfego para consertos", diz.

Variando de oito a 12 anos de duração, o pavimento flexível é composto por cimento asfáltico. Sobre base e sub-base de britas, é colocada a mistura de areia, brita e cimento asfáltico, popularmente conhecida como asfalto. A espessura do revestimento pode ser de cinco, 15 ou 20 centímetros, também de acordo com o fluxo de veículos. O excesso de peso dos caminhões, assim como chuva em demasia, pode diminuir o tempo de vida do material. O professor explica que, no Brasil, o asfalto é feito para durar cerca de 10 anos, mas, devido à falta de manutenção, resiste, muitas vezes, seis anos.

O asfalto com borracha também é um revestimento flexível. "Ela é um aditivo que tu acrescenta no cimento asfáltico, conferindo maiores propriedades aglutinantes", afirma Albano. Segundo ele, a durabilidade aumenta cerca de 30%, e o custo, pelo processo industrial de desmanchar os pneus, é em torno de 20% mais alto em relação ao asfalto tradicional.

Existe, ainda, outra classificação de pavimento, o tratamento superficial, mistura de asfalto e brita. O calçamento flexível de menor hierarquia é adequado para vias de menor movimento, com fluxo de cem veículos por dia, por exemplo. "Quando o movimento é pequeno, os recursos aplicados são mais compatíveis, custa menos da metade que o cimento asfáltico", diz Albano.

Para garantir as boas condições do pavimento, Albano afirma que "é importante que o gestor e os concessionários não esqueçam que a pavimentação tem ciclo de vida e precisa ser preservada". Com a manutenção preventiva é possível medir o grau de deformidade da pista antes que ele seja visível, para, se preciso, fazer antecipadamente o recapeamento.

De acordo com o professor, tanto o pavimento flexível quanto o rígido apresentam coeficientes de atrito seguros para as pistas, mas, o revestimento flexível, por ser menos rugoso, tem maior possibilidade de derrapagem quando há água na via. Para o motorista, ele é mais confortável - por ser menos áspero, possibilita um rolamento mais silencioso.

Fonte: Cartola - Agência de Conteúdo (Especial para o Terra).

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